sábado, 17 de novembro de 2012




Longe Sempre Demais


Minha alma na dispersa nas marés do tempo
sem carne e sem forma
alheia a qualquer sonho ou pesadelo.
gelo sobre cumes infinitos
onde segundos são milênios
e a única voz presente é o eco interminável
do silencio.
Pairando sobre a solidão perene de planetas inabitados,
sombra eterna encobrindo sóis e eras.
Tudo vendo, tudo alcançando
sob minhas longas barbas que são vento
estremecendo estrelas.
Minha fala move-se nas tempestades
como um labirinto de luzes na densa névoa
do universo.
Longínquo Sentinela do Desconhecido
além do imenso escuro da ilusão
esse mundo é cárcere pequeno para minhas asas
que se expandem longas e disformes
na velocidade de um cometa derrubando mitos.
                                                                            Infinita

Loucura
                                        
 Se espalhando sem
                                                                                    
                                                                           Destino

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